Semanal
Leituras, filmes, novidades e outras coisas da semana
Chegamos a mais uma segunda-feira. E não é que já estamos no meio de março? O que está acontecendo com o tempo…?
O que nos resta é aproveitar cada dia, porque eles estão passando mais rápido do que conseguimos conceber.
Para tal, por aqui continuamos a ler:
O que teve?
Recebi de presente adiantado de aniversário um que estava de olho há tempos. Estou feliz por isso!
Gótico, do britânico Fred Botting é uma obra espetacular de um estudo aprofundado sobre toda a história da literatura gótica.
Nesta semana temos a segunda reunião do Encontros* da Livraria [trabalhar cansa] em que falaremos sobre O morro dos ventos uivantes - e apesar de ser meu livro favorito, agora eu tenho tantas novas coisas para acrescentar a ele por conta da leitura do Gótico.
»Presente mais que especial do Dionisius do Bunker do Dio <3
Também estou relendo os contos do Ryūnosuke Akutagawa nesta edição de Rashômon.
Por que eu não vi tanta coisa dessas histórias quando o li alguns anos atrás?
Há três contos em especial que estão me fazendo querer escrever sobre eles.
» Disponível na Livraria [trabalhar cansa]
Filmes:
Essa semana teve duas idas ao cinema.
Na terça fui conferir o Marty Supreme, com o senhorito Timothée Chalamet, o qual essa semana mesmo abriu a boca para falar uma bobagem bem em tempos de concorrer ao Oscar de melhor ator -
O querido fez uma crítica debochada às artes como ópera e ballet, dizendo que não pretende trabalhar com esse tipo de encenação já ultrapassada, e que, segundo ele ‘ninguém mais quer saber dessas coisas’.
Tá de parabéns, Timothinho.
Mas bem, falemos de Marty Supreme.
O filme é divertido, com momentos de tensão nas cenas das competições e bom elenco. Particularmente, eu gostaria de ver um filme produzido pelo cinema japonês para mostrar a história do real adversário do Marty Mauser do filme - Hiroji Satoh, colocado como Koto Endo no filme - grande atleta do ping-pong.
Chalamet até que está Ok no papel, mas para mim Ethan Hawke deveria levar como melhor ator (acho que as chances são mínimas) por sua atuação brilhante no pouco falado, Blue Moon.
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No sábado fui passar quase 5h no cinema para ver pela quinquagésima vez
Kill Bill, mas dessa vez com um Q a mais.
The Whole Bloody Affair é uma especial apresentação dos dois volumes da história de Kill Bill com cenas inéditas.
E aqui fica um aviso: fora as pequenas cenas novas ao longo do filme, há uma outra (quase um micro filme) depois de todos os créditos finais.
Se vocês forem ver, não vacilem e aguardem.
E a por mim tão aguardada Blossoms Shangai, série do meu diretor preferido Wong Kar Wai foi uma pancada de decepção.
Recém disponibilizado pelo Mubi, Blossoms Shangai está muito longe da mão primorosa de Kar Wai. Sua marcante trajetória na história do cinema é justamente pelos silêncios de suas escolhas: personagens ensimesmados, relacionamentos que se dissipam sem explicação, a passagem do tempo etéreo… não há nada disso em sua série. Tudo é muito barulhento, gritado e com constantes e incômodos zooms.
A trilha sonora também pesa demais em afundar o que poderia ser bom.
A música tema é extremamente parecida com a de Succession - série qual tem também muito da história de poder e dinheiro da qual fala Blossoms Shangai - ou seja, tendo vindo Succession alguns anos antes, eles sabiam muito bem o que estavam fazendo.
(comparem as aberturas no Youtube e me falem se estou maluca).
A mão do diretor de fotografia australiano Christopher Doyle, o qual trabalhou em quase todos os grande filmes de Kar Wai faz muita falta aqui também. Percebe-se que eles até tentam emular seu tipo de filmagem, mas é impossível. Doyle e WKW foram brilhantes em suas produções juntos.
Enfim, todos os grandes erram em algum momento, e WKW está mais que perdoado por essa sua série com clima de novela coreana moderna.
Por essa semana é o que temos.
Aproveitem bem cada dia que chega e que passa.
Continuem por aqui.
Até semana que vem.








